domingo, 25 de novembro de 2012

PREFEITO DE MARÍLIA É CASSADO!

PREFEITO DE MARÍLIA É CASSADO!
Testemunhas do caso Camarinha são ouvidas na PF em Marília (SP)


Delegado escutou sete pessoas por quase três horas. Candidato teria oferecido festa para conseguir votos.

Na manhã desta sexta-feira (23) foram ouvidas as testemunhas no caso que investiga a suspeita de compra de votos contra o candidato eleito em Marília, SP, Vinícius Camarinha. As pessoas chegaram na sede da Polícia Federal por volta das 8h.

O delegado que cuida do caso escutou sete pessoas por quase três horas. Entre elas, Caio Takaoka , filho do presidente da Câmara, Yoshio Takaoka, que também é investigado pela polícia por suposta compra de votos.

De acordo com as investigações, Vinícius teria feito uma festa para conseguir votos antes da eleição. A polícia quer saber dos indiciados quem teria pago pela festa. “A compra se daria por meio de churrascos oferecidos em chácaras na região da cidade. O candidato também deve ser ouvido”, explica o delegado Ailton Turíbio.

O advogado de Vinícius, José de Souza Júnior, acompanhou os depoimentos e nega que tenha havido irregularidades. “O prefeito participou de um evento e ele foi convidado, como uma quermesse ou qualquer outro evento. Não houve irregularidades e cumprimos uma campanha limpa em cumprimento à legislação eleitoral”, defende. 

A Polícia Federal investiga o prefeito eleito há 15 dias. O processo que apura a participação dele em uma festa durante o período eleitoral é um pedido do Ministério Público, que recebeu a denúncia de que Vinícius Camarinha teria financiado o evento.

No processo, a promotoria eleitoral apresentou fotos em que o prefeito eleito aparece ao lado de Yoshio Takaoka. Nas imagens, Vinícius fazia discursos. A Polícia federal dever intimar o candidato nos próximos dias para que ele explique a participação no evento.
Novas eleições
Depois de realizada a recontagem dos votos para prefeito de Marília na tarde de quinta-feira (22), cabe ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) decidir se haverá ou não nova eleição na cidade. 

“Tudo vai depender do que o TRE orientar para que façamos, o fato é que no dia da diplomação, se se mantiver essa situação, o candidato Vinícius não será diplomado. Esta é a diretriz que temos hoje”, explica o juiz eleitoral, Silas Silva Santos. 

Vinícius Camarinha pode recorrer da decisão ao TRE. Só depois que o recurso for analisado é que as novas eleições devem ser marcadas, mas não existe prazo para isso. Se a situação não for resolvida até o dia primeiro de janeiro do ano que vem, o presidente da Câmara é quem assume a prefeitura provisoriamente. 

Normalmente, o vereador mais votado nas urnas é o escolhido para ser presidente do Legislativo. Em Marília, o delegado Wilson Damasceno foi o mais votado. 

A recontagem é uma formalização exigida pela lei eleitoral, já que os votos recebidos pelo candidato Vinícius Camarinha foram considerados nulos. Isso aconteceu porque Vinícius teve o registro de candidatura cassado em primeira instância. Ainda de acordo com Silas , ele teria usado rádios de Marília e um jornal para atacar adversários políticos.

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